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O cirurgião-dentista e sua equipe estão sob o risco constante de contrair doenças no exercício de suas funções diante da presença cotidiana de agentes infectocontagiosos. Durante o procedimento radiográfico, o equipamento e materiais utilizados podem ser contaminados com sangue ou saliva do paciente se as técnicas de assepsia e normas de biossegurança não forem adequadamente aplicadas1. 

Sabe-se que alguns microrganismos podem manter-se vivos ou com potencial de ativação por mais de 48 horas e, ainda, sobreviver no interior dos líquidos de processamento radiográfico. O uso do controle de infecção na clínica de radiologia odontológica visa, em última análise, a prevenção da transmissão de doenças do paciente para o profissional, do profissional para o paciente e de um paciente a outro paciente, bem como a proteção do ambiente de trabalho e do pessoal auxiliar. Os filmes radiográficos intrabucais podem ser contaminados, manipulados e transportados no ambiente de trabalho. Evitar a transferência da contaminação presente nesses filmes para o ambiente de trabalho é fundamental, pois nele se encontram diversas superfícies que podem ser tocadas, como: cabeçote e braço articulado do aparelho de raios-X, disparador de raios-X, posicionadores radiográficos, painel de controle do equipamento radiográfico, cadeira odontológica, soluções processadoras para filme radiográfico, superfícies da câmara escura, e as diversas áreas que podem ser tocadas por luvas contaminadas ou por equipamentos utilizados na cavidade bucal1. 

O Center for Diseases Control and Prevention2 e Iwashita et al.3 referem que a preocupação com a biossegurança na prestação de cuidados de saúde surgiu pela existência de doenças que podem ser transmissíveis e levar à morte. Algumas das doenças que podem atingir os odontólogos dividem-se em: virais – hepatites (A, B, C e D), infecções herpéticas,

síndrome  da   imunodeficiência    adquirida     (SIDA),  sarampo e rubéola; bacterianas- infecções  estafilocócicas e estreptocócicas, tuberculose, sífilis e pneumonia, entre outras.

Segundo Langland e Langlais4, uma vez que a saliva é considerada um material potencialmente infeccioso na transmissão de patógenos de origem sanguínea, existe uma possibilidade de contaminação. 

Silva et al.5 evidenciaram que a clínica de radiologia odontológica apresenta-se significantemente contaminada, com índices médios de 50% de contaminação após avaliar quatro superfícies diferentes  e constituída por patógenos importantes como leveduras do gênero Cândida e Estreptococos do grupo mutans, comprovando a possibilidade de infecção cruzada.

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