Proteção Radiológica Aplicada À Radiologia Intervencionista

Ao longo dos últimos anos, houve contínuo desenvolvimento da cirurgia endovascular. As vantagens desse tratamento são indiscutíveis, pois ele propiciou a diminuição do tempo de internação e das perdas sanguíneas do paciente, com o menor tempo de anestesia e a maior rapidez do procedimento.
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O aperfeiçoamento das técnicas e dos materiais permitiu recanalizações de segmentos extensos de artérias ocluídas e também exclusão de aneurismas cada vez mais complexos, ampliando muito as indicações.

Nada impediu o crescimento da cirurgia endovascular: nem a necessidade de equipamentos radiológicos sofisticados, nem o alto custo dos materiais. Entretanto, pouco se tem discutido sobre as consequências da radiação para a equipe médica e para os próprios pacientes.

Embora, hoje, já existam estudos com procedimentos realizados pela robótica em cirurgia endovascular, esse método ainda está sendo desenvolvido e o seu custo, provavelmente, será muito mais elevado, sem contar que levará anos ainda para que seja implantado como rotina. Poucos artigos, em nosso meio, são publicados discutindo os riscos da radiação provocados pelos equipamentos radiológicos, tanto os de angiografia como também os da angiotomografia. Até que ponto devemos nos preocupar com isso?

Essa é uma pergunta que deve ser respondida com ajuda inclusive de outros profissionais, que nos orientam por meio de medidas registradas em dosímetros ou mesmo no ajuste de emissão de radiação dos equipamentos. Atualmente, é recomendável a presença de equipes de segurança de saúde do trabalhador, compostas por físicos médicos e engenheiros biomédicos, para o controle nos serviços de radiologia.

Apesar de os equipamentos modernos nos proporcionarem boas imagens, as quais reduzem o número de aquisições radiológicas, e de podermos contar com alguns exames pré-operatórios de diagnóstico por imagem bastante acurados, como Mapeamento Duplex, Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética, os tratamentos endovasculares ainda nos expõem a cargas grandes de radiação devido à necessidade de aproximação do médico ao paciente durante todo o exame. Essa exposição costuma ser maior ainda nos iniciantes em fase de treinamento.

Como sabemos, as cargas de radiação são cumulativas e os danos celulares, definitivos, podendo trazer reflexos negativos para a saúde. A radiação provoca estresse oxidativo, o qual causa danos moleculares e genéticos, que podem ter consequências graves com o tempo, como o desenvolvimento de neoplasias.

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