Dosimetria de pacientes e médicos em intervenções coronárias percutâneas em recife, Pernambuco, Brasil

Os avanços tecnológicos na área da geração de imagens médicas com radiações ionizantes possibilitaram a realização de intervenções cirúrgicas pouco invasivas, que têm beneficiado diversas áreas da medicina, destacando-se entre essas as intervenções em cardiologia intervencionista. A segurança, a credibilidade e a eficácia destas técnicas invasivas têm permitido a realização de intervenções cada vez mais complexas e sofisticadas, apresentando como vantagem o fato de serem menos agressivas ao paciente, trazendo benefícios clínicos que têm sido comparáveis aos da cirurgia convencional.
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Não obstante, esses procedimentos acarretam altas doses de radiação ao paciente e à equipe médica. Estudos têm mostrado que as doses na entrada da pele do paciente têm sido elevadas, causando eritemas e, em alguns casos, necroses da pele.
A dose absorvida na superfície da pele do paciente pode ser determinada usando dosímetros apropriados, ou estimada a partir de indicadores de “dose” apresentados no display do equipamento angiográfico durante o procedimento, como a “dose cumulativa total” (Ka,r) e o produto kerma ar área (PKA)(4,5). A “dose cumulativa”, denominada internacionalmente reference point air kerma, é calculada a partir dos parâmetros de irradiação selecionados pelo equipamento de fluoroscopia durante o procedimento clínico. A referência para esse cálculo é um ponto denominado ponto de referência intervencionista (interventional reference point – IRP), definido na norma IEC 601-2-43, que está localizado no eixo central a 15 cm do isocentro na direção do ponto focal. O IRP é definido como sendo a localização que representa a entrada do feixe na pele do paciente.

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